EUR/USD avança na sexta-feira após início de fraqueza, já que o dólar recua das máximas intradiárias, dando suporte ao euro. No momento, o par é cotado próximo de 1.1545, recuperando de uma mínima diária de 1.1501.
A retração do dólar parece técnica, com compradores respirando após um forte rally no início da semana que levou o DXY (índice do dólar) acima de 100,00.
O índice, que acompanha o dólar frente a uma cesta de seis moedas, fica perto de 99,85, sinalizando uma pausa moderada na força de alta, mas ainda com ganho semanal, sustentado por tensões persistentes no Médio Oriente.
No front de dados, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan veio abaixo do esperado. O índice de Sentimento do Consumidor caiu para 53,3 em março de 2026, ante 55,5 estimado previamente. O índice de Expectativas de inflação também recuou para 51,7, de 54,1. As expectativas de inflação, no entanto, subiram: a projeção de 1 ano passou a 3,8% de 3,4%, enquanto a de 5 anos permaneceu em 3,2%.
O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que o aumento dos preços da gasolina está pesando no humor dos consumidores e pode reduzir outros gastos. Mesmo antes do choque recente no petróleo, o progresso na inflação estava sob risco. Ele também ressaltou que, embora a taxa de desemprego permaneça baixa, o mercado de trabalho ainda parece frágil, enfatizando riscos para ambos os lados do mandato duplo da instituição.
No terreno geopolítico, a ausência de novas notícias manteve as condições de negociação mais tranquilas, em comparação com o começo da semana, quando sinais conflitantes sobre possíveis negociações EUA-Iran geraram volatilidade. O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou ataques planejados à infraestrutura energética do Irã, com o prazo estendido em 10 dias.
Com a falta de sinais de resolução e com o Estreito de Hormuz relativamente fechado, os preços do petróleo permaneceram elevados, alimentando preocupações inflacionárias. Os mercados passaram a recalibrar as perspectivas de juros, com dois a três aumentos do BCE até o fim do ano, enquanto as expectativas de cortes do Fed foram revisadas para baixo, com alguns até esperando mais alta no final do ano.

