Ações Asiáticas Mantêm Estabilidade em Meio à Incerteza no Oriente Médio

Mercados de ações da Ásia operam sem direção definida, com a incerteza sobre as negociações de paz entre EUA e Irã limitando a disposição de assumir riscos. No momento da edição, o Nikkei 225 do Japão subia 0,03%, para perto de 53.623 pontos; o Hang Seng, de Hong Kong, avançava 0,88% para 25.074; e o SSE Composite ganhava 0,75% para 3.920. O Kospi, da Coreia do Sul, caía 0,59%, situando-se próximo de 5.430.

O presidente Donald Trump afirmou que Washington apenas pausaria ataques ao setor de energia do Irã por 10 dias, a pedido de Teerã. No entanto, o Irã negou ter feito tal pedido, evidenciando uma diplomacia frágil e a baixa probabilidade de um cessar-fogo a curto prazo. O repique de preços do petróleo aumentou as preocupações inflacionárias, fortalecendo as expectativas de política monetária mais rígida entre bancos centrais.

Um número cada vez maior de governos na região Ásia-Pacífico está tomando medidas para estabilizar os mercados e sustentar a liquidez, diante da pressão de conflitos prolongados sobre as moedas locais e da volatilidade mais ampla.

As ações japonesas conseguiram recuperar parte das perdas intradiárias, mas permanecem vulneráveis a quedas após a sessão anterior e uma forte venda em Wall Street, alimentadas pela desconfiança nas negociações com o Irã. O Bank of Japan (BoJ) deve destacar possível volatilidade na inflação subjacente no relatório trimestral da próxima edição, segundo o ex-executivo Kazuo Momma, já que o conflito no Oriente Médio complica as decisões de política.

O governo japonês utilizará 800 bilhões de ienes (cerca de 5 bilhões de dólares) de reservas para financiar subsídios à gasolina, com custo mensal estimado em até 300 bilhões de ienes. Enquanto isso, a Coreia do Sul planeja recomprar títulos no valor de 5 trilhões de won para injetar liquidez e conter a alta dos rendimentos, depois que os juros de títulos do governo com prazo de três anos atingiram o maior patamar desde meados de 2024.