Zona do Euro: PMIs Suavizam Enquanto Pressões de Inflação Aumentam

Panorama inicial: A zona do euro continua com atividade mais fraca, porém ainda em território de expansão, já que o PMI composto recuou para a menor leitura em 10 meses, mantendo-se acima de 50, evidenciando desaceleração, mas sem contrair totalmente.

Preço de insumos dispara

Detalhes dos levantamentos apontam para um aumento persistente nos preços de insumos, sinalizando nova pressão inflacionária. No mercado, a probabilidade implícita de uma alta de juros do BCE no encontro de abril aumentou.

Perspectivas e pontos-chave

Entretanto, as leituras de março mostraram que a economia global vinha desacelerando, em parte devido ao conflito no Oriente Médio. Por exemplo, o PMI composto da Zona do euro ficou em 50,5 (frente a 51,0 esperado), enquanto o PMI dos EUA caiu para 11 meses em 51,4 (estima de 51,9).

Os preços de insumos na Zona do euro registraram o salto mais acentuado desde março de 2022, e, nos EUA, o índice de preços de produção também ficou no patamar mais elevado desde setembro de 2022, pressionando expectativas de novas altas de juros.

No mercado de dívida, as perdas foram mais consistentes em ambos os lados do Atlântico, com preços de petróleo mais altos reacendendo temores de inflação e de reajustes de juros. Assim, a probabilidade de uma alta do BCE no próximo encontro de abril voltou a ficar elevada, chegando a aproximadamente 86%.

Observação: dados e leituras são baseados em pesquisas de mercado e análises de especialistas.