Chris Turner, da ING, aponta que o dólar amoleceu após sinais de possíveis negociações com o Irã, mas o downside permanece limitado enquanto o Estreito de Hormuz permanecer fechado e os preços de energia se manterem elevados. Ele afirma que o DXY estacionou no topo de uma faixa de nove meses e deve permanecer entre 99,00 e 100,00, salvo novos desdobramentos no Oriente Médio.
Dólar próximo aos topos da faixa
O Irã tem alavancagem com o Estreito de Hormuz. Para impulsos maiores nos ativos de risco, provavelmente seria necessário ouvir algo positivo do lado iraniano. Notícias de que diplomatas vão a negociações no Paquistão podem não ser suficientes para provocar outra queda expressiva do dólar.
Além das manchetes inevitáveis do Oriente Médio, o foco macro dos EUA hoje fica com o relatório semanal de empregos ADP (há perdas de emprego), e as leituras preliminares do PMI de março. Pode ser cedo para ver PMI caindo, mas é claro que um choque no abastecimento de energia impactará o humor das empresas.
O DXY tem feito uma pausa no topo da faixa de nove meses, em torno de 100,25/50. A visão é de que o ganho de médio prazo é limitado, a menos que os preços da energia subam novamente ou surjam desafios na infraestrutura financeira, como a expansão dos swaps de base entre moedas observada recentemente quando os bancos buscaram financiamento em dólar no mercado de atacado.
A faixa de curto prazo fica entre 99,00 e 100,00, até vermos o próximo capítulo decisivo deste conflito no Oriente Médio.


