Especialistas do Deutsche Bank dizem que os EUA permanecem relativamente protegidos do crescimento diante do choque energético graças ao status de exportador líquido de energia, mas ainda enfrentam um impulso inflacionário significativo. Eles estimam que o WTI a US$ 100 por barril poderia acrescentar cerca de 1,25 ponto percentual ao CPI divulgado, potencialmente empurrando a inflação para perto de 4% em maio, enquanto alertam para efeitos de crescimento não lineares em patamares de preço do petróleo bem mais altos.
Resiliência do crescimento com impacto crescente no CPI
Ao observar o cenário, os EUA aparecem relativamente protegidos do lado do crescimento, dada a sua posição como exportador líquido de energia, embora a inflação deva subir.
Uma elevação para US$ 100/barril no WTI (aproximadamente o fechamento de sexta-feira) acrescenta cerca de 1,25 p.p. ao CPI principal, podendo levar a inflação a algo próximo de 4% em maio.
No entanto, o chamado “imposto de energia” para os consumidores é parcialmente compensado pela maior arrecadação de impostos gerada pelos preços atuais do petróleo.
O principal risco é que os efeitos sobre o crescimento se tornem cada vez mais não lineares na faixa de US$ 130–150 por barril.