O Índice do Dólar (DXY) avança moderadamente, negociando perto de 99,65, sem manter um impulso claro desde a máxima da sexta-feira. O sentimento global permanece sensível diante de novos atritos no Oriente Médio, fator que sustenta a posição do dólar como moeda de reserva mundial.
Nova rodada de tensões: autoridades dos EUA demandaram a reabertura do estreito de Ormuz em 48 horas, enquanto sinalizaram que há planos para visar infraestrutura energética caso o pedido não seja atendido.
Em resposta, o Irã ameaçou escalar ataques a infraestrutura energética e a instalações de dessalinização, elevando o preço do petróleo e alimentando as preocupações inflacionárias. Isso ajuda a manter o dólar em uma trajetória de força, pressionando perspectivas de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026.
Por outro lado, o Fed divulgou na semana anterior uma projeção de apenas uma queda de juros neste ano, enquanto bancos centrais ao redor do mundo sinalizam potenciais alta de juros para conter a inflação. Esse cenário misto desafia os operadores a posicionarem o dólar de forma agressiva, funcionando como um teto para movimentos mais decisivos do DXY.
Notas finais: o ambiente de política monetária e os riscos geopolíticos continuam a ditar o ritmo do dólar, exigindo cautela de quem opera no curto prazo.