Ouro permanece sob pressão, enquanto a perspectiva de juros globais pesa sobre a demanda

O ouro (XAU/USD) opera sem direção nesta sexta-feira, após uma queda acentuada de dois dias que levou o preço à menor região desde o começo de fevereiro, perto de US$ 4.687.

A pressão vem enquanto o mercado passa a precificar um cenário de juros globais mais altos por mais tempo, após os anúncios de política monetária desta semana por parte dos principais bancos centrais.

Atualmente, o par XAU/USD oscila em torno de US$ 4.687, recuando de uma máxima intradiária próxima de US$ 4.735, e segue em trajetória de terceira semana consecutiva de quedas.

Resumo técnico

O aperto monetário e a elevação do custo de oportunidade pesam sobre o ouro, que tende a perder espaço diante de ativos que rendem juros.

Análise técnica

No gráfico diário, o ouro tenta se manter acima da média móvel simples de 100 dias, em torno de US$ 4.605, após ter caído abaixo da média de 50 dias, por volta de US$ 4.979, sinalizando pressão de venda no curto prazo. O RSI está próximo de 33, sugerindo território de sobrevenda, e o ADX avança para perto de 20, indicando que a atual trajetória de baixa ganha força.

Às quedas, uma quebra decisiva abaixo da média de 100 dias e a mínima de quinta-feira em US$ 4.502 poderia abrir o caminho para o piso de US$ 4.402. Uma recorrência abaixo disso abriria espaço para a média móvel de 200 dias em US$ 4.091.

No lado positivo, manter-se acima da média de 100 dias permitiria uma tentativa de recuperação até a média de 50 dias em US$ 4.979, com o nível psicológico de US$ 5.000 atuando como resistência imediata. Um movimento sustentado acima dessa zona poderia abrir caminho para US$ 5.200, um nível-chave para reacender o momentum de alta.

Níveis-chave

  • Suporte: US$ 4.502, US$ 4.402, US$ 4.091
  • Resistência: US$ 4.979, US$ 5.000, US$ 5.200

Perguntas frequentes

Por que as pessoas investem em Ouro?

Historicamente, o ouro atua como reserva de valor e ativo de refúgio, especialmente em períodos de turbulência, servindo como proteção contra inflação e desvalorizações cambiais.

Quem detém mais Ouro?

Bancos centrais são os maiores detentores, diversificando reservas para apoiar moedas em momentos de incerteza. Em 2022, eles adicionaram uma fração significativa de ouro, impulsionando reservas em vários países.

Como o Ouro se relaciona com outros ativos?

O ouro tende a apresentar correlação inversa com o dólar e com títulos do Tesouro dos EUA, além de ter relação negativa com ativos de maior risco; quando o mercado avança, o ouro tende a recuar.