O ouro voltou a subir notadamente, rompendo a marca de US$ 5.060 por onça em meio a um dólar que encontra pressão após dados econômicos mistos.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos mostrou-se mais fraco no último trimestre, enquanto o índice de PCE, sinalizador de inflação ao consumo pessoal, ficou aquecido, alimentando expectativas de aperto monetário e afetando moedas e títulos.
O que move o ouro?
Analistas apontam que o ouro se beneficia da busca por proteção em meio a incertezas globais e de um cenário de queda de rentabilidade real em ativos de renda fixa.
- Fluxos de demanda por ativos de refúgio aumentaram entre investidores institucionais.
- A inflação medida pelo PCE impulsionou apostas em juros mais altos.
- O risco geopolítico permanece elevando a procura por ouro físico.
Impacto nos mercados
Com o dólar pressionado, metais preciosos competem com instrumentos de dívida para atrair capital. Enquanto o ouro avança, os mercados de ações reprecificam ganhos e perdas, e o dólar tende a permanecer sob volatilidade no curto prazo.
Especialistas recomendam monitorar as leituras de PIB e PCE aos próximos meses, pois podem indicar o ritmo da política monetária americana e o comportamento de outras moedas.