Índia viu o CPI desacelerar novamente, suavizando a pressão sobre o Banco Central. Dados mostram que a inflação ao consumidor ficou abaixo do esperado em determinado mês, com alimentação e energia contribuindo de forma menos agressiva.
O RBI manteve a política estável, mantendo a taxa de repo no patamar anterior e sinalizando cautela diante da incerteza mundial, do ritmo de crescimento e da recuperação da economia. Economistas avaliam que a decisão reflete uma confiança gradual na trajetória de redução da inflação, mesmo com riscos de volatilidade cambial.
Mercados acompanharam de perto se a leitura de CPI permitiria nova redução de juros ou se o RBI preferirá manter-se vigilante até confirmar a ancoragem da inflação. O relatório da MUFG destaca que, embora a inflação amorteça, as condições financeiras globais e pressões de custo ainda requerem monitoramento próximo. Uma pausa mais prolongada pode sustentar o consumo e a confiança, ao mesmo tempo em que permite reajustes graduais na política monetária.
Do ponto de vista fiscal, mudanças no cenário global, a desvalorização de algumas moedas emergentes e o fluxo de capitais externos continuam a moldar o ritmo do aperto monetário na Índia. Em resumo, a combinação de CPI mais suave e uma postura cautelosa do RBI sinalizam uma rota de contenção gradual da inflação, com a MUFG mantendo uma visão estável sobre o caminho futuro das taxas.