Ouro recua de pico de duas semanas: NFP forte dos EUA modera apostas de cortes do Fed em março

O ouro recua após tocar pico de duas semanas, com dados de empregos nos EUA vindo acima do esperado, o que reduz as apostas de cortes de juros em março por parte do Federal Reserve. O metal precioso acompanha a valorização do dólar e a alta dos rendimentos dos Treasuries, pressionando o preço em um ambiente de tom mais hawkish para a política monetária.

O relatório de empregos não-agrícola (NFP) divulgado recentemente indicou criação de empregos sólida, principalmente em serviços e construção, aumentando a probabilidade de que a economia mantenha ritmo de crescimento sem inflação acelerada. Como consequência, o dólar ganhou fôlego e o ouro, tradicional hedge contra inflação, recuou de seu nível mais alto em duas semanas.

Contexto do mercado

Analistas dizem que o movimento reflete uma reavaliação das leituras de inflação e dos próximos passos do banco central americano. Com o banco mantendo sinais de que pode agir com cautela, as apostas de cortes em março diminuíram, pressionando o ouro que depende da relação entre juros reais e demanda física.

  • O dólar norte-americano sobe, pressionando o ouro.
  • Rendimentos dos títulos do Tesouro sobem, tornando o ouro menos atraente.
  • Atenção volta aos dados de inflação e ao progresso das negociações de política monetária.

Mercado também observa fatores sazonais de demanda física na China e na Índia, bem como incertezas geopolíticas, que podem sustentar a demanda por ouro no longo prazo, mesmo com a pressão de curto prazo do fortalecimento do dólar.

Em resumo, o ouro permanece vulnerável a surpresas de dados econômicos, com o ambiente de juros nos EUA ainda inclinado a não flexibilizar de imediato, mantendo o ouro sob pressão, mesmo diante de choques de oferta e demanda que historicamente favorecem o metal em cenários de incerteza.