O ouro permanece acima de US$ 5.000 por onça, sustentado pela demanda por ativos de proteção em cenários de incerteza, mesmo diante de dados de emprego nos EUA que vieram acima do esperado e do avanço dos rendimentos. Analistas destacam que o metal amarelo continua sendo uma válvula de escape para investidores em meio a volatilidade.
Contexto atual
Com o índice de empregos não industriais (NFP) surpreendendo positivamente, os mercados repetem a cautela sobre a trajetória da inflação e a política monetária. O ouro, tradicional porto seguro, tem reagido como cobertura, apesar de os rendimentos dos Treasuries subirem.
O que move o preço
- Proteção contra inflação: o ouro costuma se beneficiar quando há pressões inflacionárias persistentes.
- Dólar em alta: um dólar mais forte pode tornar o ouro mais caro para compradores internacionais, pressionando o preço.
- Expectativas de juros: rendimentos mais altos costumam elevar o custo de oportunidade de manter ouro não remunerado, mas a incerteza pode sustentar a demanda.
O que observar
Analistas apontam para níveis de suporte ao redor de US$ 5.000 e resistência próxima a US$ 5.200, com movimentos do dólar e dados econômicos futuros influenciando o caminho do metal.
Conclusão
Apesar do impulso de curto prazo nos rendimentos e do NFP forte, o ouro mantém a faixa acima de US$ 5.000, reforçando seu papel como proteção de patrimônio em tempos de volatilidade global.
