O ouro superou a marca de US$ 4.700 por onça nesta terça-feira, impulsionado pela escalada de tensões geopolíticas e novas fricções no comércio global. O brilho do metal precioso atraiu investidores à procura de proteção em meio a incertezas sobre conflitos regionais, sanções e volatilidade cambial.
Analistas destacam que a demanda por ativos seguros aumentou à medida que as bolsas reagem a sinalizações de políticas monetárias em diferentes países, bem como a ceticismo quanto a acordos comerciais.
Mercados seguem de olho em decisões de bancos centrais, dados de inflação e possíveis reajustes na oferta de ouro. Embora haja dúvidas sobre o ritmo de crescimento global, o ouro é visto como proteção contra desvalorizações monetárias.
Correções no dólar americano e fluxos de capitais também contribuíram para a valorização, segundo especialistas. Enquanto isso, investidores ponderam cenários de estímulos fiscais, sanções econômicas e tensões geopolíticas em várias regiões.
Esta movimentação reforça a narrativa de que metais preciosos permanecem como abrigo tradicional em tempos de incerteza, com a commodity sendo favorecida por compradores institucionais, bancos e fundos de investimento.
Mercados ainda monitoram a possibilidade de reajustes nas regras de comércio e as respostas de grandes economias às pressões sobre cadeias de suprimentos globais.