Os metais preciosos terminaram a semana com uma trajetória volátil: começaram em alta, sustentados pela demanda por proteção frente a incertezas globais, recuaram, e depois retomaram o fôlego, impulsionados por sinais divergentes na economia mundial.
O que moveu o mercado
O ouro chegou a subir ante a menor aversão ao risco, enquanto a prata acompanhou a marcha, beneficiada pela inflação e pela expectativa de cortes de juros. A demanda como ativo de refúgio, aliada a movimentos do dólar e a dados de inflação, ajudou a sustentar a recuperação.
Segundo especialistas da Commerzbank, o cenário para metais preciosos permanece sensível a notícias macro e à percepção de risco. Enquanto pesquisas de crescimento desacelerado em grandes economias pesam, a atividade de investimento em metais continua a oscilar, com oscilações que podem se estender para as próximas semanas.
Impactos regionais e fatores técnicos também contribuíram para a volatilidade, com níveis de resistência e suporte definidos por dados de liquidez e fluxos de demanda institucionais. Em resumo, o mercado sinaliza uma recuperação cautelosa, com chance de novos avanços caso indisponibilidade de risco se intensifique.