O brilho de dezembro do ouro: força sazonal e talvez um impulso final em direção a 2026

O ouro está tirando uma respirada hoje, mas, até agora em dezembro, mantém-se alinhado ao padrão sazonal visto nos últimos anos, com dezembro historicamente favorecido para o metal precioso.

Em várias ocasiões recentes, parece que os traders preferem antecipar ganhos de janeiro, historicamente o mês de melhor desempenho para o ouro. Eis um mapa sazonal para ilustrar o comportamento.

Continuando essa sequência, o ouro já subiu em dez de 11 meses até dezembro e, neste mês, o avanço soma cerca de 2,7%.

Um dólar mais fraco e especulações sobre cortes de juros pelo Fed ajudam o ouro, enquanto alguns investidores buscam refúgio em ativos menos sensíveis a IA.

Uma venda no mercado de bonds japonês e a fraqueza do iene limitam alternativas seguras, contribuindo para sustentar o metal.

Do ponto de vista sazonal, a rotina de dezembro parece retornar, mas isso não significa que a missão de janeiro foi descartada.

Grande parte das próximas semanas dependerá de como se desenha o cenário técnico.

O rali atual vem depois que o preço rompeu o padrão de bandeira de outubro para novembro, com compradores mantendo a convicção de que o ouro pode andar mais alto em 2026, acompanhando um dólar ainda fraco e o apelo de proteção que o metal oferece.

Mesmo diante de bancos centrais que podem reduzir taxas, economias desaceleradas e incertezas políticas e geopolíticas, ainda há espaço para mais um impulso rumo ao próximo ano, desde que haja respaldo técnico.

Por ora, o avanço deste mês ainda não superou as máximas de outubro, por volta de 4.375-4.380 dólares por onça. Os compradores precisam romper esse patamar para confirmar uma nova fase; caso contrário, pode ocorrer uma correção.

Em síntese, a narrativa pode ganhar força no 2º semestre de 2026, com bancos centrais começando a discutir novas altas de juros após eventuais cortes.