Intervenção do RBI no mercado cambial para sustentar a rupia

USD/INR recuou, com a rupia valorizando cerca de 1% após o banco central da Índia intervir vendendo USD/INR no mercado cambial.

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Nos últimos dias, tenho observado a rupia atingindo novas mínimas recordes, à medida que o cenário global de risco aumenta e agrava desequilíbrios de fluxo que continuam pesando sobre a moeda.

Os participantes do mercado disseram que os recuos recentes refletem pressão movida por fluxos persistentes, em vez de pânico. Comerciantes destacaram um desequilíbrio entre demanda e oferta de dólares, com compras associadas a ajustes de câmbio e possivelmente ligados a maturidades de NDF e saídas de portfólio, servindo como fonte de suporte ao dólar. A demanda adicional de entidades estatais também reduziu a liquidez de dólares no mercado onshore.

Ao mesmo tempo, a demanda de hedge de importadores permaneceu firme, impulsionada por temores de nova fraqueza da rupia. As vendas de dólares por exportadores ficaram relativamente contidas, já que muitos exportadores preferiram segurar dólares esperando condições de câmbio mais favoráveis. Essa assimetria deixou a rupia sensível a até mesmo pequenos aumentos na demanda por dólar.

Fluxos de portfólio também continuaram pesando sobre a moeda. Saídas estrangeiras de ações e títulos domésticos ofuscaram os pontos fortes estruturais da Índia, como crescimento sólido e fundamentos em melhoria. Nesse ambiente, esses fatores reduziram a proteção contra um dólar forte e um humor de risco global mais cauteloso.

Importante, os operadores descreveram o recuo como ordenado e movido por fluxos, não por capitulação especulativa. A volatilidade permanece contida, indicando que o mercado está se ajustando gradualmente, em vez de uma reprecificação desordenada.

Na ausência de reversão nos fluxos de portfólio, melhoria no apetite global pelo risco ou de um catalisador positivo claro relacionado ao comércio, a rupia tende a continuar sob pressão. Sem tais mudanças, a possibilidade de testar novos recordes no curto prazo não pode ser descartada, mesmo com as intervenções de hoje.