O Banco Popular da China (PBOC) é o responsável por definir o valor médio diário do yuan (ou renminbi). O país mantém um regime de câmbio flutuante administrado, que permite variações dentro de uma banda ao redor da taxa central, conhecida como ponto médio. Atualmente, essa banda é de +/- 2%.
O fechamento de ontem ficou em 7,0573.
A taxa média de hoje, em 7,0573, representa a mais forte leitura para o yuan onshore desde 9 de outubro de 2024.
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Mais cedo, o Ministério do Comércio da China anunciou que um tratado recém-aprovado pela Organização das Nações Unidas sobre mercadorias comercializadas globalmente destaca o compromisso de Pequim com o multilateralismo e seu papel na oferta de bens públicos ao sistema de comércio internacional.
A ONU aprovou, na terça-feira, a Convenção sobre Documentos de Carga Negociáveis, uma estrutura destinada a modernizar a logística de comércio ao permitir alterações em documentos de embarque e de propriedade enquanto as mercadorias já estão em trânsito por estrada, ferrovia, ar ou mar. Autoridades chinesas afirmaram que o acordo aumentaria a eficiência, reduziria custos de transação e alinharia melhor as práticas globais de comércio com as realidades de cadeias de suprimentos modernas.
O Ministério do Comércio descreveu o entendimento como evidência da determinação da China em defender o que chama de “verdadeiro multilateralismo”, argumentando que a cooperação internacional — em vez de medidas unilaterais — continua essencial para sustentar o comércio global. A convenção poderia beneficiar especialmente economias em desenvolvimento, ao reduzir barreiras logísticas e apoiar fluxos comerciais mais resilientes.
A China tem sido uma defensora firme de atualizar as regras do comércio internacional para refletir a digitalização e cadeias de suprimentos transfronteiras complexas, posicionando-se como apoiadora de instituições multilaterais em um momento de crescente fragmentação da política comercial.
O Ministério do Comércio afirmou que Pequim continuará a participar de forma construtiva de iniciativas lideradas pela ONU e a contribuir para a oferta de bens públicos globais.
Espera-se que a convenção entre em vigor após a ratificação por um número suficiente de países, com apoiadores argumentando que ela aumentará a segurança jurídica e a flexibilidade no comércio internacional de mercadorias.
