O PMI de serviços da Zona do Euro ficou em 52,6 pontos em dezembro, abaixo da leitura esperada de 53,3. O PMI de manufatura ficou em 49,2, ante 49,9 estimado, e o PMI composto ficou em 51,9, frente à previsão de 52,7. Os números indicam uma desaceleração moderada da atividade na zona do euro no fechamento do ano, ainda que permaneça em território de expansão.
- Serviços: 52,6; anterior 53,6; esperado 53,3.
- Manufatura: 49,2; anterior 49,6; esperado 49,9.
- Composto: 51,9; anterior 52,8; esperado 52,7.
Ao observar o desempenho, após o registro mais fraco da Alemanha, o quadro da região apontou para uma leitura geral menos favorável do que o projetado, com o setor de serviços mantendo um viés de estabilização, enquanto a indústria desacelerou ainda mais. Na França, há sinais de recuperação cautelosa da indústria, embora não deva ser supervalorizada; o setor de serviços, que cresceu no mês anterior, ficou estagnado, enquanto as empresas alemãs de serviços registraram novo aumento na atividade. No conjunto, o caminho para o início do próximo ano parece instável.
Mesmo com o crescimento mais fraco, o setor de serviços continua a apresentar resiliência relativa: as empresas seguem contratando e observando a demanda. Contudo, as companhias tornaram-se mais cautelosas, em parte devido à queda nos backlogs de pedidos. Espera-se que o setor de serviços continue a desempenhar papel estabilizador na economia no próximo ano, mas uma recuperação sólida dependerá de a manufatura recuperar o fôlego.
A inflação de custos no setor de serviços atingiu o maior patamar em nove meses em dezembro. O Banco Central Europeu, reunindo-se em 18 de dezembro e monitorando de perto a inflação de serviços, tende a manter a política de juros, com a pressão de preços, em parte impulsionada por aumentos salariais, ainda visível.
