Ucrânia propõe abandonar candidatura à OTAN enquanto negociações de paz lideradas pelos EUA avançam

Negociações de paz em Berlim revelam progresso

A Ucrânia sinaliza uma mudança estratégica, oferecendo abrir mão da meta histórica de ingressar na OTAN em troca de garantias de segurança ocidentais, à medida que as negociações com representantes dos EUA avançam em Berlim.

Zelenskiy participou de mais de cinco horas de conversas no domingo com representantes dos EUA, incluindo um enviado próximo à administração, e com Jared Kushner, como parte de uma diplomacia intensificada para encerrar o conflito com a Rússia. As negociações devem ser retomadas na manhã de segunda-feira, com rascunhos de documentos sob avaliação.

Quem apresentou o relatório indicou que houve muito progresso no âmbito de uma proposta de paz de 20 pontos, além de questões econômicas e de segurança, embora poucos detalhes tenham sido tornados públicos. Zelenskiy deve se pronunciar ao fim das negociações.

Antes das negociações, o governo ucraniano sinalizou que pode renunciar ao objetivo de adesão à OTAN para obter garantias de segurança firmes contra potenciais ataques russos — uma concessão relevante, pois a adesão está prevista na constituição da Ucrânia. Enquanto isso, Kiev não cede terras parar negociar, e continua firme na resistência a concessões territoriais.

As negociações foram conduzidas pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com outros dirigentes europeus esperados na Alemanha na segunda-feira. Contudo, o ministro da defesa da Alemanha alertou que qualquer garantia de segurança precisa ser credível e aplicável para dissuadir nova agressão russa.

Apesar dos sinais de progresso, a incerteza permanece alta sobre garantias de segurança e questões territoriais. A evolução é positiva na margem, mas de impacto limitado diante das posições da Rússia.