Os mercados reagiram de forma mista após os dados de empregos na Austrália ficarem aquém do esperado, com a taxa de desemprego estável apenas porque houve uma queda de três pontos percentuais na participação da força de trabalho.
Entre os destaques, o ouro recuou para US$ 4.212 por onça; os rendimentos dos títulos norte-americanos de 10 anos caíram 4 pontos-base, para 4,12%; o petróleo WTI permaneceu estável em US$ 58,45 por barril; e os futuros do S&P 500 recuaram cerca de 53 pontos (-0,8%). O iene liderou movimentos de força, com o dólar australiano ficando mais fraco na sessão.
O AUD enfrentou pressão após o relatório de empregos, com a queda de cerca de 20 pips na manchete sendo o movimento principal do dia. A venda continuou por causa da aversão a risco mais ampla e da reversão da dinâmica pós-Fed. Depois da decisão, o dólar caiu e os índices acionários subiram, porém o movimento acabou se revertendo e o dólar voltou a subir. As ações da Oracle caíram 11% após resultados trimestrais fracos, alimentando dúvidas sobre gastos com IA.
A pauta de gastos elevados com IA e a rentabilidade das empresas não vai desaparecer e tende a permanecer no centro dos debates de mercados ao longo do próximo ano. Além disso, tarifas voltam a provocar dilemas: o México adotou tarifas significativas sobre importações da Ásia, o que pode abrir espaço para negociações com os EUA para consolidar um bloco alternativo diante de bens chineses de baixo custo.
Outros movimentos viram a prata atingir até US$ 62,88, impulsionando a valorização, mas a realização de lucros reduziu rapidamente os ganhos do dia, enquanto o ouro recuou modestamente.