Wall Street alerta: escolha de Hassett para o Fed pode colocar credibilidade da instituição em risco e elevar rendimentos de longo prazo

Executivos de Wall Street e insiders de grandes empresas estão promovendo uma última rodada de pressão para evitar que Trump nomeie Kevin Hassett como o próximo presidente do Federal Reserve, segundo pessoas próximas ao tema.

A informação circula entre analistas de mercado e fontes que já acompanharam o assunto, apontando preocupações sobre a credibilidade do Fed, dada a experiência de Hassett à frente do NEC e seu histórico de atuação política, o que, segundo críticos, poderia comprometer a independência da instituição em um momento crucial.

As fontes indicam duas grandes preocupações: primeiro, um Fed liderado por Hassett poderia enfrentar conflitos internos, gerando um processo de formulação de políticas considerado “caótico” caso funcionários e governadores questionem sua autoridade; segundo, se Hassett defender cortes de juros de curto prazo diante de uma inflação teimosa, uma votação dividida poderia parecer politicamente motivada — alimentando temores de inflação em vez de contê-la.

Mercados sinalizam que esse tipo de leitura poderia elevar os rendimentos de longo prazo, especialmente o título de 10 anos, que serve de referência para hipotecas e crédito ao consumidor. Um aumento nos prêmios de prazo antes das eleições pode apertar as condições financeiras e frear o crescimento econômico.

Trump ainda deve seguir seus instintos na nomeação, mas a resistência interna reflete uma ansiedade crescente sobre o andamento do processo. Outros nomes ainda em pauta incluem o ex-governador Kevin Warsh e o atual Christopher Waller.