Ouro deve alcançar US$5.000 em 2026, segundo o Deutsche Bank

O mercado de metais preciosos voltou a atrair atenção, com novas projeções sugerindo que o ouro pode alcançar US$ 5.000 por onça até 2026. A previsão, atribuída ao Deutsche Bank, leva em conta fatores macroeconômicos e cenários de política monetária que podem impulsionar o metal amarelo como reserva de valor.

Impulsos-chave

  • Inflação elevada persiste, alimentando a demanda por ativos de proteção.
  • Flutuações do dólar e incertezas sobre juros reais mantêm o ouro atraente.
  • Tensões geopolíticas e riscos globais ajudam a sustentar o apetite por refúgio.

Especialistas destacam que a inflação persistente, combinado com tensões geopolíticas e incertezas sobre o ritmo de alta das taxas de juros, pode sustentar a demanda por ouro. Quando os rendimentos reais caem ou quando o dólar enfraquece, o ouro tende a se beneficiar, servindo como proteção contra a volatilidade.

Embora haja incertezas, o banco aponta que choques de oferta, fluxos de investimento em ETFs de ouro e mudanças na percepção de risco podem favorecer uma trajetória de alta. No entanto, a equipe de pesquisa também alerta para riscos, como mudanças rápidas na política de juros, recuperação econômica global mais tímida ou eventos que reduzam a demanda por ativos de refúgio.

Para investidores, a mensagem é: diversificação continua importante, e o ouro pode atuar como parte de uma estratégia que busca estabilidade em cenários de choques macro. Como sempre, é essencial acompanhar dados de inflação, decisões de bancos centrais e sinais de fluxo de capital para entender se o rally atual tem sustentação.