O Banco da Nova Zelândia reduziu a taxa de juros oficiais em 25 pontos-base, indo para 2,25%, a mais baixa desde meados de 2022, mas sinalizou que o ciclo de afrouxamento ficou praticamente encerrado conforme surgem sinais iniciais de recuperação econômica.
A decisão ficou dentro das expectativas, porém o tom do comunicado foi mais cauteloso do que o mercado previa, levando operadores a reduzir rapidamente as apostas em novos cortes.
O Conselho considerou manter as taxas ou cortar novamente, e destacou que movimentos futuros dependerão de como a inflação e o crescimento evoluem. A reunião foi a última sob a liderança do governador Christian Hawkesby antes de Anna Breman assumir o cargo em dezembro.
O banco projeta que o OCR ficará em 2,25% no início de 2026 e subirá para 2,65% até o final de 2027, um caminho que, embora mais baixo do que antes previsto, praticamente fecha a porta para mais afrouxamento. Os mercados responderam rapidamente: o dólar da Nova Zelândia subiu cerca de 1% para o nível mais alto de uma semana, e os swaps de dois anos saltaram conforme as chances de outra redução caíram de pouco mais de 50% para 22%.
Desde agosto de 2024, o RBNZ já implementou cortes de 325 pontos-base para sustentar uma economia que entrou em recessão no ano passado e ainda permanece frágil. Embora a atividade tenha permanecido fraca até meados de 2025, a redução do custo de empréstimos começou a impulsionar o gasto das famílias. A inflação está voltando lentamente para a faixa central de 2% da meta até meados de 2026.
Economistas afirmaram que a postura do banco reflete a cautela observada no RBA e no Federal Reserve. Minutas do comitê indicam que cinco dos seis membros optaram pelo corte desta quarta-feira, mas destacam riscos de alta para inflação e produção, apesar de ainda haver capacidade ociosa significativa na economia.
A projeção de crescimento aponta para uma melhoria modesta de 0,4% no terceiro trimestre e 0,7% no quarto, mas a confiança, o mercado de habitação e a demanda externa continuam como obstáculos relevantes.
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