O banco central da Nova Zelândia anunciou pela terceira vez consecutiva um corte na taxa de juros oficial, reduzindo 25 pontos-base para 2,25%. O movimento, amplamente esperado, pode sinalizar o fim do ciclo de cortes, dependendo das próximas leituras de inflação e do impulso econômico.
Projeções para o OCR
- Prevê a taxa oficial de juros em 2,25% em março de 2026 (PVS 2,55%).
- Prevê 2,28% em dezembro de 2026 (PVS 2,62%).
Resumo da ata
- A inflação ao consumidor subiu para 3% no trimestre de setembro.
- Movimentos futuros do OCR dependem da evolução da inflação de médio prazo e do momentum econômico.
- Com capacidade ociosa na economia, a inflação deve recuar para perto de 2% até a metade de 2026.
- Os riscos para a inflação estão balanceados.
- A atividade econômica esteve fraca no meio de 2025, mas vem ganhando fôlego.
- As condições de juros mais baixos estimulam o consumo das famílias e o mercado de trabalho se estabiliza.
As atas destacam que o foco continua na trajetória de inflação de médio prazo e no impulso geral da economia. A decisão do comitê avaliou duas opções: manter o OCR em 2,50% ou reduzi-lo para 2,25%.
Quem apoiava uma nova queda argumentou que ainda existe capacidade ociosa significativa na economia, sugerindo que mais flexibilização seria adequada para sustentar a recuperação.
Por outro lado, alguns membros destacaram que as taxas já estiveram muito próximas de o que podem descer, enfatizando que a redução adicional poderia sustentar a confiança de famílias e empresas sem comprometer a estabilidade.
No final, o comitê decidiu, por 5 a 1, reduzir o OCR em 25 pontos-base, para 2,25%, reiterando que a política monetária ainda precisa apoiar a demanda e manter a inflação sob controle.
Contexto adicional:
- Governança de política monetária: o estudo sugere a próxima direção depende de dados de inflação de médio prazo.
- Conteúdos de análise e rumores de mudanças no ciclo podem influenciar o comportamento de bancos e consumidores.