Visão geral
O ouro volta a chamar a atenção ao abrir a semana em alta. O metal precioso subiu cerca de 1,7% para ficar acima de US$ 4.100, enquanto o apetite por risco se recupera e investidores precificam mais de 70% de chances de cortes de juros pelo Fed em dezembro. Pela leitura dos gráficos, trata-se de um avanço que aponta momentum, sem grandes surpresas até aqui.
Análise técnica
Existe a formação de um padrão gráfico de bandeira neste mês, com o preço oscilando dentro dessa faixa. Esse formato técnico passa a influenciar o ritmo da movimentação do ouro e deve funcionar como um parâmetro decisivo para o próximo movimento relevante.
Possíveis rumos
Uma quebra acima de US$ 4.200 abriria as comportas para buscar as máximas do ano novamente, apoiada por meses sazonais historicamente fortes em dezembro e janeiro para o metal.
Por outro lado, uma ruptura para baixo pode colocar em xeque o patamar de US$ 4.000, levando a revisitar as mínimas de outubro perto de US$ 3.900. Esse suporte será crucial, pois uma quebra pode abrir o caminho de volta para testar a média móvel de 100 dias, hoje um pouco acima de US$ 3.700.
Conclusão
Embora os fundamentos continuem relevantes, o cenário técnico sugere que os gráficos podem ditar o ritmo da próxima movimentação do preço do ouro.