Rússia e China discutem ampliar exportações de petróleo à medida que sanções dos EUA atingem grandes produtores

Rússia e China estão avaliando caminhos para ampliar os envios de petróleo russo ao mercado chinês, afirmou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak durante um fórum empresarial sino-russo em Pequim.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a China e a Índia se tornaram os principais clientes de energia da Rússia, com a China consumindo cerca de 1,4 milhão de barris por dia por via marítima e mais 900 mil por dia via oleoduto.

Os EUA impõem novas sanções à Rosneft e à Lukoil, as duas maiores produtoras de petróleo russas, medidas que Moscou rejeita como ineficazes.

Apesar de relatos conflitantes sobre os volumes futuros, as exportações totais de petróleo bruto da Rússia permaneceram relativamente estáveis.

Novak afirmou que Moscou e Pequim estão avaliando formas de ampliar os fluxos, inclusive a possibilidade de prorrogar acordos intergovernamentais que permitam que o petróleo russo chegue à China por meio do Cazaquistão por mais uma década, até 2033.