BOK manterá a taxa em 2,50%, won fraco e riscos no mercado imobiliário atrasam cortes para início de 2026, aponta pesquisa Reuters

Perspectivas do BOK

O Banco da Coreia deve manter a taxa de política em 2,50% na próxima reunião, segundo uma pesquisa da Reuters, com 32 de 36 economistas citando o won fraco e o mercado imobiliário superaquecido como razões para adiar o afrouxamento.

Economistas que antes previam corte neste mês passaram a ver a primeira redução apenas no início de 2026.

Dados recentes fortalecem a cautela: crescimento do PIB de 1,2% no terceiro trimestre e inflação de 2,4% em outubro indicam que o banco central deverá manter uma postura conservadora após já ter feito 100 pontos base de cortes desde o final de 2024. A maioria espera que o BOK aguarde melhorias claras no mercado imobiliário e nas condições de câmbio antes de agir.

Olhar adiante: a maioria projeta pelo menos um corte até o fim de março de 2026, com a taxa estabilizando próximo de 2,25% no próximo ano — levemente acima da pesquisa de outubro. Economistas ressaltam que o crescimento mais fraco, um hiato de produto negativo e a perspectiva de afrouxamento do Fed em 2026 justificam novos cortes do BOK conforme as condições se estabilizarem.