Japão está preparando um pacote de estímulo de ¥21,3 trilhões ($135 bilhões), o maior desde a era Covid, para amortecer famílias diante da inflação persistente, conforme um rascunho visto pela Reuters. O plano evidencia a postura fiscal agressiva da primeira-ministra Sanae Takaichi, mas chega em um momento em que os mercados permanecem apreensivos com o peso do endividamento para financiar a agenda.
Resumo das informações recebidas sobre o assunto até agora nesta semana.
O pacote inclui ¥17,7 trilhões em gastos gerais e ¥2,7 trilhões em cortes de impostos, financiados em parte por receitas fiscais mais fortes e por um aumento significativo na emissão de títulos do governo. Fontes dizem que o componente de títulos deve exceder os ¥6,69 trilhões do ano passado.
Quando se leva em conta o endividamento do setor privado, o total do pacote sobe para ¥42,8 trilhões. As principais alocações contemplam ¥11,7 trilhões para alívio do custo de vida e apoio ao consumo, e ¥7,2 trilhões para medidas de resposta a crises e setores de segurança econômica. Entre as medidas, estariam ¥20.000 por criança em pagamentos familiares adicionais, benefícios fiscais e cortes ao imposto sobre gasolina.
O governo pretende aprovar o estímulo na sexta-feira, com o orçamento suplementar esperado até o final de novembro. Takaichi tem prometido apoio amplo e investimentos em IA, chips e construção naval desde que assumiu o cargo — ambições que contribuíram para a recente fraqueza do iene e para a venda de JGBs.
Se a ideia é apostar no iene por meio de intervenção do governo, quão bem-sucedida você acha que a intervenção pode ser diante deste cenário de fundamentos? A avaliação inicial é de que os resultados podem ser limitados.