O que os resultados da Walmart dizem sobre o estado do consumidor nos EUA

As ações da Walmart subiram cerca de 3,6% no pré-mercado após o relatório de resultados divulgado hoje, sugerindo que este é o melhor termômetro do consumo antes da próxima reunião do Federal Reserve.

O veredito é positivo, porém com algumas ressalvas.

As vendas comparáveis nos EUA cresceram 4,5% e a empresa elevou a previsão de crescimento de receita para o ano entre 4,8% e 5,1% (antes era 3,75%-4,75%). O consenso de mercado para as vendas comparáveis estava em 3,8%.

Isso é encorajador, mas a teleconferência destacou temas já discutidos: executivos disseram que famílias de menor renda passaram por pressão adicional recentemente, enquanto famílias de renda mais alta tendem a fazer compras com mais frequência na cadeia. A Walmart afirmou que dois terços do crescimento vieram de domicílios com renda superior a US$ 100 mil.

Internacionalmente, as vendas totais cresceram 10,8% na comparação anual. As vendas em lojas do México subiram 3,9% e no Canadá houve alta de 5,0%, com indícios de força do consumo em alimentos e itens de uso diário.

As vendas na China tiveram alta de 13,8%, mas esse ritmo desacelerou significativamente em relação ao trimestre anterior, quando a taxa chegou a 21,5%.

Ontem, a Target reportou resultados fracos, e fica claro que a Walmart está ganhando clientes em função da diferenciação de preço e assortimento. Ainda assim, é difícil separar se o sinal de melhoria de vendas reflete um ambiente macroeconômico mais forte ou apenas ganhos competitivos.

Mesmo após números fracos de outros grandes varejistas, o quadro geral ainda aponta para sinais mais positivos para o consumidor.