Visão geral da semana, com o foco em resultados da NVDA, nas minutas do FOMC e do RBA, além de indicadores de inflação do Canadá, Reino Unido e Japão. O calendário também traz dados de preços, produção e PMIs, impactando as expectativas sobre política monetária global.
- Segunda-feira: IPC do Canadá (outubro) e o indicador de manufatura da NY Fed (novembro).
- Terça-feira: Minutas do RBA (novembro), Anúncio do NBH; PPI da Nova Zelândia (Q3), Balança comercial do Japão (outubro).
- Quarta-feira: Minutas do FOMC (outubro), Anúncio do Bank Indonesia; CPI do Reino Unido (outubro), HICP Final da zona do euro (outubro).
- Quinta-feira: LPR do PBoC; Preços à produção da Alemanha (outubro), Produção da construção da zona do euro (setembro), Preços à produção no Canadá (outubro), Balança comercial da Nova Zelândia (outubro), Flash PMIs da Austrália (novembro), CPI do Japão (outubro).
- Sexta-feira: Indicador de salários negociados da zona do euro Q3 (a confirmar); Vendas no varejo do Reino Unido (outubro), PSNB (outubro), Flash PMIs da zona do euro, Reino Unido e EUA (novembro).
NVIDIA Earnings (Quarta-feira): a gigante de tecnologia divulgará resultados na quarta-feira, 19 de novembro, às 21h20 GMT/16h20 EST, com investidores de olho em métricas ligadas ao avanço em IA. A corrida de IA EUA-China continua acirrada, com receios de que a China possa assumir a liderança. Ainda assim, o otimismo com a NVDA permanece, com relatos de pedidos superiores a US$ 500 bilhões para chips de próxima geração. Espera-se EPS ajustado de US$1,24 e receita de US$54,41 bilhões, com divisões: Data Center, Gaming, Automotive, Professional Visualization e OEM/Outros. Projeções para o próximo trimestre apontam lucro por ação de US$1,42 e receita de US$60,82 bilhões; para o ano fiscal, EPS de US$4,50 e receita de US$206,06 bilhões.
Minutas do FOMC (Quarta-feira): o foco está nas linhas de dissensão sobre cortes, com o Fed tendo reduzido a taxa em 25 pb para 3,75-4,00% e com a presença de dissidentes. Comentários dos dirigentes indicam divisas sobre a trajetória futura, com o mercado precificando menor odds de recorte em dezembro, próximo de 50%. O comunicado também detalha a trajetória de balanço e o reinvestimento de títulos após 1 de dezembro.
CPI do Reino Unido (Quarta-feira): a leitura de outubro é observada de perto, com a BoE dividida entre manter ou reduzir as taxas; a pressão sobre o CPI deverá influenciar decisões em dezembro, com maiores chances de corte se surgirem sinais de arrefecimento da inflação.
LPR da China (Quinta-feira): espera-se manutenção nos LPRs; analistas destacam que o PBOC pode reservar munição para 2025, mantendo a política estável enquanto os dados de atividade globais evoluem. O 1 ano fica em 3,00% e o 5 anos em 3,50%.
CPI japonês (Quinta-feira): o núcleo nacional deve avançar para 3,0%, com sinais de aceleração mais ampla de preços, o que poderia sustentar o cenário de aperto monetário no curto prazo, dependendo do avanço da inflação e da demanda.
Vendas no varejo do Reino Unido (Sexta-feira): projeção de leve avanço, com atenção ao ritmo de recuperação do consumo diante do orçamento e de riscos. O conjunto da semana continua a sugerir uma leitura cautelosa para o ambiente de inflação e crescimento na região.
PMI flash (Zona do euro, Reino Unido e EUA): dados preliminares devem apontar moderação no crescimento em alguns focos, apesar de serviços ainda sustentando o saldo. O cenário global permanece desafiador com condições de demanda instáveis.
Relatório de empregos dos EUA (TBD): a divulgação pode ser adiada, com autoridades trabalhando para confirmar datas. O mercado fica de olho nos próximos passos da política monetária com a agenda de novembro e dezembro.